Sintomas Oculares

Olho seco

Diagnóstico por subtipos e tratamento especializado

A doença do olho seco (DED) é uma das condições oculares mais prevalentes do mundo, afetando até 30% da população adulta. Apesar de comum, costuma ser subdiagnosticada ou tratada de forma genérica. Na Oculare Medical Center, seguimos a classificação por subtipos do TFOS DEWS III (2025) para oferecer tratamento direcionado à causa, e não apenas aos sintomas.

Sintomas

Os sintomas mais frequentes incluem ardência, sensação de areia ou corpo estranho, vermelhidão, coceira, lacrimejamento paradoxal (o olho lacrimeja em excesso como reação à secura), visão embaçada intermitente (que melhora ao piscar) e fotofobia (sensibilidade à luz). Os sintomas pioram em ambientes com ar-condicionado, vento, uso prolongado de telas e após longos períodos de leitura.

Subtipos: nem todo olho seco é igual

Segundo o consenso DEWS III, a doença é classificada conforme o mecanismo predominante: olho seco evaporativo (causado por disfunção das glândulas de Meibomius nas pálpebras — o tipo mais comum), olho seco aquoso-deficiente (redução da produção lacrimal, associado a síndrome de Sjögren e doenças autoimunes) ou formas mistas. Identificar o subtipo é essencial para escolher o tratamento correto.

Fatores de risco regionais

No Agreste pernambucano, o clima semiárido com baixa umidade relativa e vento frequente agrava o olho seco evaporativo. Além disso, o uso prolongado de celulares e computadores reduz a frequência de piscar (de 15 para 4 vezes por minuto), piorando a instabilidade do filme lacrimal.

Diagnóstico

O diagnóstico inclui avaliação clínica com lâmpada de fenda, teste de Schirmer (mede a produção lacrimal), tempo de ruptura do filme lacrimal (BUT), e coloração da superfície ocular com fluoresceína e lisamina verde. Esses testes permitem classificar o subtipo e a gravidade.

Tratamento

O tratamento é escalonado conforme a gravidade e o subtipo. Inclui lubrificantes oculares (lágrimas artificiais sem conservante), higiene palpebral com compressas mornas e limpeza da base dos cílios, colírios anti-inflamatórios (ciclosporina, lifitegrast), suplementação com ômega-3, e orientações sobre ergonomia visual (regra do 20-20-20). Em casos refratários, opções como oclusão dos pontos lacrimais e soro autólogo podem ser indicadas.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre olho seco

Por que meu olho lacrimeja se está seco?
O lacrimejamento paradoxal é uma reação reflexa: quando a superfície ocular fica ressecada, o olho produz uma grande quantidade de lágrima aquosa de emergência, mas essa lágrima não tem a camada lipídica necessária para se manter estável. O resultado é um olho que lacrimeja constantemente mas continua seco.
Colírio lubrificante resolve o olho seco?
O colírio lubrificante alivia os sintomas, mas nem sempre trata a causa. Se o problema for disfunção das glândulas de Meibomius (o tipo mais comum), é preciso associar higiene palpebral, compressas mornas e, em alguns casos, colírios anti-inflamatórios específicos.
O ar-condicionado piora o olho seco?
Sim. O ar-condicionado reduz a umidade do ambiente, aumentando a evaporação do filme lacrimal. Se você trabalha em ambiente climatizado, mantenha um umidificador próximo, pisque conscientemente e use lágrimas artificiais sem conservante a cada 2 a 3 horas.
Quando devo procurar o oftalmologista por olho seco?
Procure avaliação se os sintomas persistirem por mais de 2 semanas mesmo com uso de lágrimas artificiais, se houver dor ocular, vermelhidão intensa ou alteração da visão. Na Oculare, o diagnóstico é feito com classificação por subtipos para orientar o tratamento adequado. Agende pelo (81) 3136-9999 ou WhatsApp (81) 3725-2020.
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