Doenças
oculares:
guia completo
As 20 condições oculares mais frequentes — o que são, como identificar os sintomas, quando buscar atendimento e quais tratamentos estão disponíveis. Informação médica acessível, escrita por oftalmologistas.
Diagnóstico e tratamento
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva — membrana transparente que recobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras. É a doença ocular mais buscada no Brasil, com volume de pesquisa mensal superior a 200 mil consultas.
Existem três tipos principais: viral (mais comum, contagiosa, causada por adenovírus — sem antibiótico), bacteriana (secreção amarelada/esverdeada, responde a antibiótico tópico) e alérgica (coceira intensa, bilateral, associada a rinite — tratada com anti-histamínico).
O diagnóstico correto é fundamental: usar antibiótico em conjuntivite viral é ineficaz e pode gerar resistência bacteriana. Procure um oftalmologista para identificar o tipo e receber o tratamento adequado.
- Olho vermelho (hiperemia)
- Secreção (clara, amarelada ou espessa)
- Coceira ou ardência
- Sensação de areia no olho
- Pálpebras coladas ao acordar
- Lacrimejamento excessivo
Se houver dor intensa, visão turva, sensibilidade extrema à luz ou não houver melhora em 5 dias, consulte um oftalmologista com urgência.
Diagnóstico diferencial e tratamento individualizado. Agende pelo WhatsApp →
O olho seco ocorre quando as lágrimas não conseguem manter a superfície ocular adequadamente lubrificada. Pode ser por quantidade insuficiente (deficiência aquosa) ou por qualidade ruim (disfunção das glândulas meibomianas — camada lipídica).
No mundo digital atual, a síndrome explodiu: ao usar telas, piscamos menos da metade do normal, acelerando a evaporação lacrimal. Ambientes com ar-condicionado agravam o quadro.
O tratamento vai desde colírios lubrificantes e mudanças de hábito até tampões punctais, luz intensa pulsada (IPL) e tratamentos para as glândulas meibomianas. Uma avaliação especializada identifica o subtipo e o tratamento correto.
- Ardência ou queimação nos olhos
- Coceira persistente
- Sensação de areia ou corpo estranho
- Visão embaçada que melhora com piscar
- Lacrimejamento paradoxal (olho seco pode lacrimejar!)
- Vermelhidão ao final do dia
Avaliação da superfície ocular, mapeamento das glândulas meibomianas. Ver exames →
O terçol (hordéolo) é uma infecção aguda das glândulas da pálpebra, causada principalmente por bactérias da espécie Staphylococcus aureus. Manifesta-se como um nódulo doloroso, avermelhado e quente, na borda da pálpebra.
Na maioria dos casos, resolve-se espontaneamente em 1 a 2 semanas com compressas mornas por 10 a 15 minutos, 3 a 4 vezes ao dia. O calor ajuda a drenar a infecção naturalmente.
Nunca esprema o terçol — isso pode disseminar a infecção. Em casos persistentes ou recorrentes, o oftalmologista pode prescrever antibiótico tópico ou realizar drenagem cirúrgica.
- Caroço doloroso na borda da pálpebra
- Vermelhidão e inchaço localizado
- Sensação de peso na pálpebra
- Pode pontear (pus visível)
- Lacrimejamento e fotofobia leves
Se o inchaço se espalhar para além da pálpebra, a visão for afetada ou houver febre, procure atendimento oftalmológico imediatamente.
A miopia é o erro refrativo mais comum no mundo. No olho míope, as imagens se formam à frente da retina em vez de sobre ela, causando embaçamento para longe. Objetos próximos são enxergados com nitidez.
A miopia em crianças cresceu dramaticamente nas últimas décadas, associada ao excesso de telas e falta de atividades ao ar livre. O diagnóstico precoce é importante para controlar a progressão.
Tratamentos incluem óculos e lentes de contato (correção óptica) e, em adultos selecionados, cirurgia refrativa. Para pacientes com catarata associada, o Dr. Getúlio Cardoso oferece correção refrativa com IOL adequada, eliminando a necessidade de óculos para longe.
- Apertar os olhos para ver longe
- Sentar perto da lousa ou TV
- Queixas de dor de cabeça
- Baixo desempenho escolar
- Piscar excessivamente
Dra. Priscila Andrade — Oftalmologia Infantil · Dr. Getúlio Cardoso — Miopia associada a catarata
O pterígio é um crescimento anormal de tecido fibrovascular da conjuntiva sobre a córnea, geralmente originado do lado nasal. Está fortemente associado à exposição crônica à luz ultravioleta, vento e poeira — fatores abundantes em Caruaru e no Nordeste.
Nas fases iniciais pode causar apenas vermelhidão e irritação leve. À medida que avança em direção ao centro da córnea, pode prejudicar a visão e induzir astigmatismo. O tratamento definitivo é cirúrgico, com técnica de transplante conjuntival para reduzir recidivas.
Proteção solar com óculos de qualidade (lentes com UV400) é a principal medida preventiva. Volume de busca no Brasil: mais de 44 mil pesquisas mensais.
- Mancha esbranquiçada ou avermelhada no branco do olho
- Irritação e sensação de corpo estranho
- Olho vermelho persistente
- Visão embaçada (casos avançados)
- Astigmatismo progressivo
Use óculos de sol com proteção UV400 e aba ao ar livre. Consulte um oftalmologista para monitoramento regular.
As miodesópsias são opacidades no corpo vítreo — gel que preenche o interior do olho — que projetam sombras na retina. Aparecem como pontos, fios, teias de aranha ou flocos que se movem quando o olho se mexe.
São mais comuns após os 40 anos e em míopes. Na maioria dos casos são benignas e associadas ao envelhecimento natural do vítreo (descolamento posterior do vítreo). Com o tempo, muitas passam a ser ignoradas pelo cérebro.
O sinal de alerta é o surgimento súbito de muitas moscas volantes novas, especialmente acompanhadas de flashes de luz — pode indicar tração ou descolamento de retina, situação de emergência oftalmológica.
- Muitas moscas novas subitamente
- Flashes de luz (relâmpagos)
- "Cortina" ou sombra no campo visual
- Perda de visão periférica
Surge súbito de moscas + flashes de luz? Procure avaliação oftalmológica no mesmo dia. Pode ser descolamento de retina.
Dra. Adélia Almeida — Retina e Vítreo
A catarata é o embaçamento progressivo do cristalino — a lente natural do olho. Com o envelhecimento (ou por outras causas como diabetes, trauma e corticoides), as proteínas do cristalino perdem transparência, comprometendo a visão.
É a principal causa de cegueira reversível no mundo. No Brasil, milhões de pessoas convivem com catarata sem saber que existe tratamento cirúrgico seguro, eficaz e disponível pelo SUS e pelos principais convênios.
A cirurgia por facoemulsificação remove o cristalino opaco por ultrassom e implanta uma lente intraocular (IOL). A recuperação é rápida — a melhora visual começa no dia seguinte. O Dr. Getúlio Cardoso já realizou mais de 10.000 procedimentos.
- Visão turva ou embaçada, como névoa
- Dificuldade para dirigir à noite
- Sensibilidade excessiva à luz
- Cores desbotadas ou amareladas
- Visão dupla em um olho
- Troca frequente de grau dos óculos
Dr. Getúlio Cardoso — Cirurgia de Catarata com IOL · Dr. Arthur Frazão — Glaucoma e Catarata
O glaucoma é um grupo de doenças que danifica o nervo óptico, geralmente associado ao aumento da pressão intraocular. A perda de visão começa pela periferia do campo visual e avança silenciosamente para o centro — na maioria dos casos sem dor, sem sintomas perceptíveis nas fases iniciais.
Quando o paciente percebe a perda visual, ela já é irreversível. Por isso, o exame oftalmológico regular é fundamental, especialmente para quem tem histórico familiar, pressão ocular elevada, diabetes, miopia alta ou acima de 40 anos.
Tratamentos incluem colírios hipotensores, laser (SLT como primeira linha — evidência de nível A) e cirurgia. A equipe de especialistas em glaucoma da Oculare é formada pelo Dr. Getúlio Cardoso (tratamento clínico e a laser) e Dr. Arthur Frazão (tratamentos clínico, a laser e cirurgia do glaucoma).
- Histórico familiar de glaucoma
- Pressão intraocular elevada
- Idade acima de 40 anos
- Diabetes mellitus
- Miopia alta
- Uso prolongado de corticoides
Dr. Getúlio Cardoso — tratamento clínico e laser
Dr. Arthur Frazão — tratamentos clínico, laser e cirurgia · Saiba mais →
O astigmatismo ocorre quando a córnea (ou o cristalino) tem curvatura irregular, como uma bola de rugby em vez de uma bola de futebol. Isso faz com que a luz se foque em múltiplos pontos, causando visão turva ou distorcida em todas as distâncias.
É o erro refrativo mais prevalente no Brasil — estudos mostram que quase 48% dos olhos examinados em clínicas oftalmológicas têm algum grau de astigmatismo. Frequentemente aparece junto com miopia ou hipermetropia.
A correção pode ser feita com óculos (cilindros), lentes de contato tóricas ou, em pacientes com catarata, com lentes intraoculares tóricas (IOL-T) implantadas pelo Dr. Getúlio Cardoso.
- Visão embaçada em todas as distâncias
- Distorção de linhas retas
- Dor de cabeça frequente
- Cansaço visual ao ler ou usar telas
- Franzir os olhos para tentar focar
A presbiopia (vista cansada) é uma condição natural e inevitável do envelhecimento ocular. Com o tempo, o cristalino perde sua flexibilidade para mudar de foco, dificultando a leitura e o trabalho de perto.
Geralmente se manifesta a partir dos 40 anos. O primeiro sinal costuma ser afastar o celular ou o livro para conseguir ler. Com o tempo, a leitura sem óculos torna-se impossível.
Tratamentos incluem óculos de leitura, óculos multifocais e lentes de contato multifocais. Para pacientes com catarata associada à presbiopia, o Dr. Getúlio Cardoso oferece lentes intraoculares multifocais e EDOF, que podem eliminar a dependência de óculos tanto para perto quanto para longe.
- Afastar o celular para ler
- Dificuldade para ler em ambientes escuros
- Dor de cabeça após leitura prolongada
- Cansaço visual ao usar telas
- Necessidade de mais luz para ler
Se você tem presbiopia e catarata, as lentes multifocais IOL resolvem as duas condições em uma única cirurgia. Saiba mais →
A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) afeta a mácula — região central da retina responsável pela visão fina, leitura e reconhecimento de rostos. É a principal causa de perda de visão central irreversível em pessoas acima de 50 anos no mundo.
Existem dois tipos: a forma seca (mais comum, progressão lenta, sem tratamento curativo disponível, mas com suplementação nutricional que retarda progressão) e a forma úmida (menos comum, mais grave, progressão rápida, mas com tratamento eficaz por injeções intravítreas de anti-VEGF).
O diagnóstico é feito por OCT (tomografia de coerência óptica), exame disponível na Oculare. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores os resultados do tratamento.
- Mancha escura ou borrão no centro da visão
- Linhas retas que parecem tortas (teste de Amsler)
- Dificuldade para ler ou reconhecer rostos
- Cores menos vívidas
- Necessidade de mais luz para ler
Na DMRI úmida, a visão pode piorar em dias. Se notar distorção ou mancha nova, consulte um especialista em retina urgentemente.
Dra. Adélia Almeida — Retina e Vítreo
A retinopatia diabética ocorre quando o excesso crônico de glicose no sangue danifica os vasos sanguíneos da retina. É a principal causa de cegueira em adultos com menos de 65 anos e afeta cerca de um terço dos diabéticos.
Nas fases iniciais é assintomática — a visão pode parecer normal enquanto os vasos já estão comprometidos. Nas fases avançadas ocorrem hemorragias vítreas, edema macular e descolamento de retina, com perda grave de visão.
Todo diabético deve fazer exame de fundo de olho anualmente, independentemente de sintomas. O tratamento inclui controle rigoroso da glicemia, injeções intravítreas de anti-VEGF, fotocoagulação a laser e vitrectomia nos casos avançados.
- Diabetes tipo 1 ou tipo 2
- Glicemia mal controlada
- Hipertensão arterial associada
- Colesterol elevado
- Tabagismo
- Gravidez em diabéticas
Dra. Adélia Almeida — Retina e Vítreo (treinada USP + Fundação Altino Ventura)
O estrabismo é o desalinhamento de um ou ambos os olhos — podem desviar para dentro (esotropia), para fora (exotropia), para cima ou para baixo. Pode ser constante ou intermitente, e afeta cerca de 4% das crianças.
Em crianças, o estrabismo não tratado precocemente leva à ambliopia (olho preguiçoso) — o cérebro ignora as imagens do olho desviado para evitar visão dupla, e esse olho perde a capacidade de enxergar normalmente. Esse processo é reversível apenas até certa idade.
Tratamentos incluem óculos (para corrigir erros refrativos associados), oclusão com tampão no olho dominante, exercícios ortópticos e cirurgia de correção muscular.
- Olhos que não se alinham nas fotos
- Criança fecha um olho na luz solar
- Inclina ou vira a cabeça para enxergar
- Queixa de visão dupla
- Histórico familiar de estrabismo
Dra. Priscila Andrade — Oftalmologia Infantil (estrabismo e ambliopia)
A ambliopia ocorre quando o cérebro, durante o desenvolvimento visual na infância, suprime as imagens de um olho para evitar visão dupla ou confusão. O olho em si é anatomicamente normal, mas não desenvolve a conexão neural adequada com o cérebro.
As causas mais comuns são: estrabismo (desalinhamento ocular), diferença significativa de grau entre os olhos (anisometropia) e privação visual (catarata ou ptose congênita).
O tratamento é eficaz quando iniciado antes dos 7–8 anos, e inclui correção óptica, oclusão do olho dominante (tampão) e, em casos selecionados, colírio de atropina. Após a idade crítica, a reversão é parcial ou impossível.
- Criança fecha ou tapa um olho
- Dificuldade para estimar distâncias
- Baixo desempenho escolar
- Estrabismo presente
- Histórico familiar de ambliopia
A janela de tratamento eficaz é limitada. O primeiro exame oftalmológico deve ser feito antes dos 3 anos, ou ao primeiro sinal de desvio ocular.
Dra. Priscila Andrade — Oftalmologia Infantil
O descolamento de retina ocorre quando a retina se separa da camada de suporte (epitélio pigmentado) ao fundo do olho. Sem suporte nutricional, as células da retina começam a morrer rapidamente. É uma emergência oftalmológica — cada hora conta.
Os fatores de risco incluem miopia alta, idade avançada, trauma ocular e história de descolamento no outro olho. O descolamento regmatogênico (mais comum) ocorre quando uma rasura na retina permite que o vítreo passe por baixo dela.
O tratamento é cirúrgico — vitrectomia, retinopexia pneumática ou introflexão escleral, dependendo do caso. Quando tratado a tempo, antes de atingir a mácula, a recuperação visual pode ser completa.
- Flashes de luz súbitos
- Muitas moscas volantes novas de repente
- "Cortina" ou sombra no campo visual
- Perda de visão periférica progressiva
- Visão central turva (mácula atingida)
Sombra ou cortina na visão = descolamento de retina até prova em contrário. Ligue imediatamente: (81) 3725-2020
Dra. Adélia Almeida — Retina e Vítreo
A blefarite é uma inflamação crônica das bordas das pálpebras, associada à disfunção das glândulas meibomianas, proliferação bacteriana e, frequentemente, à dermatite seborreica. É uma das causas mais comuns de olho seco e desconforto ocular crônico.
Não tem cura definitiva, mas é controlável com higiene palpebral rigorosa: compressas mornas diárias e limpeza das bordas das pálpebras com produtos específicos. Em casos mais intensos, o oftalmologista pode prescrever antibióticos tópicos ou orais.
A blefarite não tratada pode levar a complicações como terçol recorrente, calázio, olho seco e, raramente, cicatrizes nas pálpebras.
- Crostas ou escamas nas bordas das pálpebras
- Pálpebras vermelhas e irritadas ao acordar
- Ardência e coceira
- Sensação de areia nos olhos
- Terçol ou calázio frequentes
- Piora com cansaço e estresse
O ceratocone é uma doença em que a córnea se deforma progressivamente, assumindo uma forma cônica irregular em vez do formato esférico normal. Isso causa distorção visual crescente e astigmatismo irregular, difícil de corrigir com óculos convencionais.
Acomete principalmente adolescentes e adultos jovens (entre 10 e 30 anos). Está associado ao ato de esfregar os olhos com força, atopia (alergia), síndrome de Down e outros fatores genéticos.
Tratamentos incluem lentes de contato rígidas especiais e, para deter a progressão, o crosslinking corneano (fortalecimento da córnea com riboflavina e UV). Em casos avançados, pode ser necessário transplante de córnea.
- Visão distorcida que piora com óculos novos
- Troca frequente e rápida de grau
- Sensibilidade à luz intensa (halos)
- Dificuldade para enxergar à noite
- Imagens duplicadas ou fantasmas
Pare de esfregar os olhos! O atrito mecânico é o principal fator de progressão do ceratocone.
Na hipermetropia, o globo ocular é mais curto que o normal, fazendo com que as imagens se formem atrás da retina. Pessoas jovens conseguem compensar isso com o músculo ciliar (acomodação), mas ao custo de cansaço visual intenso.
Em crianças, a hipermetropia elevada não corrigida é uma das principais causas de estrabismo e ambliopia. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental — mesmo crianças sem queixa de dificuldade visual podem ter hipermetropia significativa.
A correção é feita com óculos com lentes convexas (positivas). Em adultos, a hipermetropia leve tende a aumentar com a idade e a ser confundida com presbiopia.
- Dor de cabeça após leitura ou uso de tela
- Cansaço visual no fim do dia
- Dificuldade para focar de perto
- Necessidade de afastar objetos para ler
- Em crianças: desvio de um olho para dentro
Hipermetropia em crianças pode causar estrabismo e ambliopia. Saiba mais →
O calázio é um cisto granulomatoso crônico causado pelo bloqueio e inflamação das glândulas de Meibômio na pálpebra. Ao contrário do terçol (que é agudo e doloroso), o calázio é geralmente indolor e de crescimento lento.
Em muitos casos, resolve-se espontaneamente com compressas mornas diárias ao longo de semanas. Quando persiste ou cresce, o tratamento pode incluir injeção de corticoide ou remoção cirúrgica (procedimento simples, ambulatorial, com anestesia local).
Calázios recorrentes ou em adultos mais velhos merecem biópsia para excluir carcinoma sebáceo — raro, mas importante de descartar.
- Terçol: dor, calor, infecção aguda
- Calázio: nódulo firme, sem dor, persistente
- Terçol pode evoluir para calázio
- Blefarite predispõe a ambos
A uveíte é a inflamação da úvea — camada intermediária do olho composta por íris, corpo ciliar e coroide. Pode ser anterior (irite/iridociclite), intermediária, posterior (coroidite, retinite) ou panuveíte (todo o olho).
As causas são diversas: doenças autoimunes (artrite reumatoide, espondilite, doença de Crohn, sarcoidose), infecções (toxoplasmose — muito comum no Brasil, citomegalovírus, herpes, tuberculose) e causas idiopáticas.
O tratamento exige identificação da causa e pode incluir corticosteroides, imunossupressores e antibióticos/antivirais específicos. Uveíte não tratada pode levar a catarata, glaucoma e cegueira permanente.
- Dor ocular intensa
- Olho vermelho (sem secreção)
- Sensibilidade extrema à luz
- Visão turva ou moscas volantes
- Pupila irregular ou pequena
Dor ocular + olho vermelho + fotofobia = uveíte até prova em contrário. Procure avaliação oftalmológica no mesmo dia.
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