Moscas volantes — também chamadas de floaters — são pequenas manchas, fios, teias ou pontos escuros que parecem flutuar no campo de visão, movendo-se quando você tenta olhar diretamente para eles. São especialmente perceptíveis contra fundos claros, como o céu ou uma parede branca.
Por que elas aparecem
Na maioria dos casos, as moscas volantes são causadas por alterações normais do vítreo — o gel transparente que preenche o interior do olho. Com o envelhecimento, o vítreo se liquefaz parcialmente e pequenas fibras de colágeno se agrupam, projetando sombras na retina. Esse processo é chamado de descolamento posterior do vítreo e é comum após os 50 anos, em míopes e após cirurgias oculares.
Quando é sinal de alerta
Embora geralmente benignas, as moscas volantes exigem avaliação oftalmológica urgente quando surgem de forma súbita e em grande quantidade, acompanhadas de flashes de luz (fotopsias) ou de uma sombra ou cortina escura na periferia do campo visual. Esses sintomas podem indicar rotura ou descolamento de retina — uma emergência que, se tratada nas primeiras horas, pode ser corrigida com laser ou cirurgia, preservando a visão.
Como investigar
O exame fundamental é o mapeamento de retina (oftalmoscopia indireta com pupila dilatada), que permite ao oftalmologista visualizar toda a retina e identificar roturas, degenerações ou descolamentos. Na Oculare Medical Center, a Dra. Adélia Almeida — especialista em retina e vítreo — realiza esse exame com equipamento Topcon e, quando necessário, complementa com retinografia digital e OCT de retina (Zeiss Cirrus HD-OCT 5000).
Tratamento
Moscas volantes benignas não exigem tratamento — o cérebro se adapta e elas se tornam menos perceptíveis com o tempo. Se houver rotura de retina, o tratamento é a fotocoagulação a laser, realizada na própria Oculare. Em casos de descolamento de retina, pode ser necessária cirurgia (vitrectomia) em ambiente hospitalar.