A cirurgia de catarata evoluiu muito além da simples remoção do cristalino opaco. Hoje, ela é uma oportunidade de reabilitação visual completa, permitindo que o paciente saia da cirurgia enxergando em todas as distâncias — na grande maioria das vezes, melhor do que enxergava antes da catarata, mesmo com óculos. A peça central dessa revolução são as lentes intraoculares premium.
Tipos de lentes intraoculares
Lente monofocal
É a lente básica, coberta pelos planos de saúde. Corrige a visão para uma única distância — geralmente longe. É uma excelente opção para quem não se incomoda com óculos.
Lente tórica
Igual à monofocal, mas com a capacidade adicional de corrigir o astigmatismo. Indicada para pacientes com astigmatismo corneano significativo (acima de 1,00 dioptria). Sem ela, o astigmatismo residual prejudicaria a qualidade da visão mesmo após a cirurgia. O paciente precisará de óculos para leitura e uso do celular. É uma excelente opção para quem não se incomoda com óculos de perto.
Lente EDOF (profundidade de foco estendida)
Oferece excelente visão para longe e intermediário (computador), com alguma dependência de óculos para perto. Tem a vantagem de causar menos halos noturnos que as trifocais, sendo uma boa opção para motoristas e pessoas que dirigem à noite. Na Oculare utilizamos a Lente Puresee da J&J.
Lente trifocal
É a mais completa. Oferece visão nítida em três distâncias: longe, intermediário e perto. O paciente geralmente fica livre de óculos para a maioria das atividades do dia a dia. Na Oculare, trabalhamos com as lentes trifocais mais avançadas do mercado mundial: Rayner Rayone Galaxy, Hoya Vivinex Gemetric, Alcon PanOptix Pro, BVI FineVision HP.
Para quem a trifocal é indicada
A lente trifocal é ideal para pacientes que desejam independência total dos óculos após a cirurgia. Ela funciona melhor em olhos sem outras doenças oculares significativas (como degeneração macular ou glaucoma avançado) e com astigmatismo dentro de limites corrigíveis. Pacientes que dirigem muito à noite devem ser informados sobre a possibilidade de halos ao redor de luzes — um fenômeno que tende a diminuir nos primeiros meses após a cirurgia, à medida que o cérebro se adapta.
Quando a trifocal NÃO é a melhor escolha
Em pacientes com doenças retinianas (DMRI, retinopatia diabética avançada), glaucoma com perda de campo visual significativa, astigmatismo irregular (ceratocone) ou expectativas irrealistas de visão perfeita, as lentes monofocais ou EDOF podem ser mais adequadas. A decisão é sempre individualizada, baseada em exames pré-operatórios detalhados.
Como escolher a melhor lente
Na Oculare, o processo de escolha envolve exames específicos: biometria óptica, topografia, aberrometria e microscopia especular da córnea, além da tomografia de coerência óptica (OCT) da mácula. Esses exames auxiliam a determinar a melhor indicação de lente para cada paciente. O Dr. Getúlio Cardoso discute pessoalmente as opções com cada paciente, considerando estilo de vida, profissão e expectativas.
A experiência na Oculare
O Dr. Getúlio Cardoso realizou mais de 10.000 cirurgias de catarata com técnica de facoemulsificação por microincisão, anestesia local ou tópica (colírio) e leve sedação. A cirurgia é realizada no centro cirúrgico próprio da Oculare, no Shopping Difusora, considerado um dos melhores centros cirúrgicos de Pernambuco.