Glaucoma:
diagnóstico e
tratamento
O "ladrão silencioso da visão" não avisa quando chega. A Oculare reúne dois especialistas — Dr. Getúlio Cardoso e Dr. Arthur Frazão — para oferecer desde o diagnóstico precoce até a cirurgia, com tecnologia de ponta e evidência científica.
Quem trata glaucoma
na Oculare
A equipe de especialistas em glaucoma da Oculare é formada por dois médicos com competências complementares — cobrindo todo o espectro de tratamento, do mais conservador ao cirúrgico.
O que é
glaucoma
O glaucoma é um grupo de doenças que lesam progressivamente o nervo óptico, geralmente associadas ao aumento da pressão intraocular (PIO). Essa lesão provoca perda irreversível do campo visual — começando pela periferia e avançando silenciosamente para o centro.
Na forma mais comum (glaucoma primário de ângulo aberto), não há dor nem sintomas percetíveis nas fases iniciais. Quando o paciente nota a perda visual, ela já é significativa e irreversível. Por isso, o diagnóstico precoce — através do exame oftalmológico regular — é fundamental.
⚠ Sinais de emergência — procure um oftalmologista imediatamente
Dor ocular intensa, olho muito vermelho, visão embaçada súbita com halos ao redor de luzes, náusea e vômito associados: esses são sinais de crise aguda de glaucoma (ângulo fechado) — uma emergência oftalmológica que pode causar cegueira em horas sem tratamento.
Tipos de glaucoma
Como o glaucoma
é detectado
A tomografia de coerência óptica (OCT) mede com precisão micromicrométrica a espessura da camada de fibras nervosas da retina e do complexo de células ganglionares. Permite detectar o glaucoma antes que o campo visual seja afetado — quando até 30-50% das fibras já foram perdidas. Equipamento: Zeiss Cirrus HD-OCT 5000.
O campo visual computadorizado (perimetria) mapeia a sensibilidade em cada ponto do campo visual, revelando os defeitos característicos do glaucoma (escotomas, degrau nasal, defeito arqueado de Bjerrum). Essencial para estadiamento e monitoramento da progressão. Equipamento: Carl Zeiss Humphrey HFA 750.
A tonometria mede a pressão intraocular (PIO). A paquimetria corneana mede a espessura da córnea — fator essencial para interpretar corretamente os valores de PIO, evitando diagnósticos equivocados. A Curva Tensional Diária (CTD) avalia a variação da PIO ao longo do dia, identificando picos que podem não aparecer em medidas isoladas.
A gonioscopia examina o ângulo de drenagem do olho, classificando o glaucoma como aberto ou fechado e orientando a conduta terapêutica. O mapeamento de retina e a avaliação do disco óptico (c/d ratio, hemorragias, entalhe) completam a avaliação estrutural.
Do colírio à cirurgia
O objetivo do tratamento é reduzir a pressão intraocular a um nível que impeça a progressão do dano ao nervo óptico. A abordagem é individualizada.
- Cirurgias Minimamente Invasivas do Glaucoma (MIGS) — procedimentos com microincisões, menor risco e recuperação rápida: iStent inject, Hydrus Microstent, trabeculotomia ab interno (Goniotomia) e ciclofotocoagulação endoscópica (ECP). Frequentemente combinadas com cirurgia de catarata.
- Trabeculectomia — cirurgia filtrante clássica; cria um canal alternativo de drenagem subconjuntival para casos moderados a avançados.
- Implante de dispositivo de drenagem (tubo valvulado: Ahmed, Baerveldt) — indicado em casos refratários ou com alto risco de falha da trabeculectomia.
Tratamento baseado
em evidências
O protocolo de glaucoma da Oculare segue as diretrizes internacionais mais atualizadas e os estudos com maior nível de evidência disponíveis.
Perguntas sobre
glaucoma
Na forma mais comum (glaucoma primário de ângulo aberto), não há dor nem sintomas perceptíveis nas fases iniciais. A perda de visão começa pelas bordas do campo visual e avança silenciosamente — por isso o glaucoma é chamado de "ladrão silencioso da visão". Quando o paciente percebe a alteração, a perda já pode ser significativa e irreversível. A única forma de detectar precocemente é com exame oftalmológico regular, especialmente após os 40 anos ou com fatores de risco.
A equipe de especialistas em glaucoma da Oculare é formada pelo Dr. Getúlio Cardoso (tratamento clínico e a laser) e Dr. Arthur Frazão (tratamentos clínico, a laser e cirurgia do glaucoma). A clínica está localizada no Shopping Difusora, Av. Agamenon Magalhães 444, Caruaru/PE. Agendamentos: (81) 3725-2020.
Sim. A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) é um tratamento seguro e eficaz para reduzir a pressão intraocular no glaucoma de ângulo aberto. O estudo LiGHT Trial (Lancet, 2019), com nível de evidência A, demonstrou que o SLT como tratamento de primeira linha é tão eficaz quanto colírios e pode evitar ou retardar a necessidade de medicação — com 74% dos pacientes livres de colírio após 3 anos. Na Oculare, o SLT é realizado com equipamento LIGHTLas SLT Split Tower.
Não existe cura para o glaucoma — o dano ao nervo óptico já causado é irreversível. Porém, o tratamento adequado (colírios, laser ou cirurgia) controla a pressão intraocular e interrompe a progressão da doença, preservando a visão que o paciente ainda possui. Com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, a maioria dos pacientes mantém boa qualidade de vida e visão funcional por toda a vida.
Os principais fatores de risco são: pressão intraocular elevada, histórico familiar de glaucoma (risco 4-9× maior), idade acima de 40 anos, diabetes mellitus, miopia alta (acima de -6 dioptrias), raça negra (maior incidência e gravidade) e uso prolongado de corticoides (colírios, comprimidos ou spray nasal). Pessoas com esses fatores devem realizar exame oftalmológico completo anualmente.
A cirurgia de glaucoma (trabeculectomia ou implante de dispositivo de drenagem) é altamente eficaz para controlar a pressão intraocular e pode eliminar ou reduzir a necessidade de colírios. Porém, o glaucoma é uma doença crônica — mesmo após a cirurgia, o acompanhamento periódico com campo visual e OCT é essencial para monitorar a progressão e a saúde do nervo óptico ao longo do tempo.
A frequência do acompanhamento depende de cada caso — estágio da doença, fatores de risco, pressão-alvo estabelecida e resposta ao tratamento. O médico definirá junto com o paciente se as consultas serão duas vezes ao ano (casos estáveis e controlados) ou mais frequentes (casos em progressão, após mudança de medicação ou nos primeiros meses após cirurgia ou laser).
Para investigação diagnóstica ou monitoramento do glaucoma, os exames realizados de rotina na Oculare são:
- Tonometria e Teste de Sobrecarga Hídrica (TSH) — avalia a pressão intraocular em diferentes momentos do dia após ingestão de água, revelando picos pressóricos que uma medida isolada pode não capturar.
- Paquimetria Corneana — mede a espessura da córnea, fator essencial para interpretar corretamente os valores de pressão e calcular o risco de progressão.
- Campimetria Computadorizada (Campo Visual) — mapeia a sensibilidade visual em toda a extensão do campo, detectando e quantificando os defeitos funcionais causados pelo glaucoma. Exame fundamental para avaliar se a doença está estável ou progressiva.
- Retinografia — fotografia colorida do fundo de olho que documenta o aspecto do disco óptico (papila) e das fibras nervosas, permitindo comparar exames ao longo do tempo e identificar alterações estruturais.
- OCT — Tomografia de Coerência Óptica da Papila — exame padrão-ouro para análise estrutural do glaucoma. Mede com precisão micromicrométrica a espessura da camada de fibras nervosas peripapilar e do complexo de células ganglionares, detectando perda estrutural antes mesmo de aparecer no campo visual.
Em conjunto, esses exames fornecem ao médico as informações funcionais e estruturais necessárias para avaliar se o glaucoma está controlado e se o tratamento atual é adequado — ou se é necessário ajustar medicações, indicar laser ou considerar uma abordagem cirúrgica.
de glaucoma
Uma consulta é suficiente para detectar o glaucoma precocemente. Não espere perder a visão para agir — o diagnóstico precoce preserva sua visão para sempre.