Especialidade Oftalmológica · Caruaru/PE

Glaucoma:
diagnóstico e
tratamento

O "ladrão silencioso da visão" não avisa quando chega. A Oculare reúne dois especialistas — Dr. Getúlio Cardoso e Dr. Arthur Frazão — para oferecer desde o diagnóstico precoce até a cirurgia, com tecnologia de ponta e evidência científica.

2 médicos
Especialistas em glaucoma
3 abordagens
Clínico · Laser · Cirurgia
OCT+Campo
Diagnóstico de precisão
SLT laser
1ª linha — evidência nível A
Especialistas

Quem trata glaucoma
na Oculare

A equipe de especialistas em glaucoma da Oculare é formada por dois médicos com competências complementares — cobrindo todo o espectro de tratamento, do mais conservador ao cirúrgico.

Dr. Getúlio Cardoso
Dr. Getúlio Cardoso
Catarata · Glaucoma
CRM/PE 13.186  ·  RQE 4964
Diretor clínico da Oculare Medical Center. Responsável pelo tratamento clínico e a laser do glaucoma, incluindo prescrição e ajuste de colírios hipotensores e realização de trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) como tratamento de primeira linha.
Tratamento clínico · YAG laser e SLT
Dr. Arthur Frazão — Especialista em Glaucoma e Catarata · Oculare Medical Center Caruaru
Dr. Arthur Frazão
Glaucoma · Catarata
CRM/PE 16.878  ·  RQE 1170
Especialista em glaucoma com atuação abrangente: tratamentos clínico, a laser e cirurgia do glaucoma. Realiza trabeculectomia (cirurgia filtrante) e implante de dispositivos de drenagem para casos em que o controle clínico é insuficiente.
Tratamento clínico · YAG laser e SLT · Cirurgia
Entenda a Doença

O que é
glaucoma

O glaucoma é um grupo de doenças que lesam progressivamente o nervo óptico, geralmente associadas ao aumento da pressão intraocular (PIO). Essa lesão provoca perda irreversível do campo visual — começando pela periferia e avançando silenciosamente para o centro.

Na forma mais comum (glaucoma primário de ângulo aberto), não há dor nem sintomas percetíveis nas fases iniciais. Quando o paciente nota a perda visual, ela já é significativa e irreversível. Por isso, o diagnóstico precoce — através do exame oftalmológico regular — é fundamental.

⚠ Sinais de emergência — procure um oftalmologista imediatamente

Dor ocular intensa, olho muito vermelho, visão embaçada súbita com halos ao redor de luzes, náusea e vômito associados: esses são sinais de crise aguda de glaucoma (ângulo fechado) — uma emergência oftalmológica que pode causar cegueira em horas sem tratamento.

Tipos de glaucoma

Glaucoma Primário de Ângulo Aberto
O mais comum (>90% dos casos). Sem sintomas iniciais. A drenagem do humor aquoso é gradualmente comprometida, elevando a PIO lentamente. Tratamento: colírios, laser SLT e, se necessário, cirurgia.
Glaucoma de Pressão Normal
O nervo óptico é lesado mesmo com a PIO dentro dos limites normais, por hipersensibilidade à pressão ou problemas vasculares. Requer avaliação aprofundada e tratamento individualizado.
Glaucoma Agudo de Ângulo Fechado
Emergência. O bloqueio súbito da drenagem eleva a PIO a níveis críticos em minutos, causando dor intensa, olho vermelho e queda brusca de visão. Tratamento imediato com laser (iridotomia) ou cirurgia.
Hipertensão Ocular
PIO acima de 21 mmHg sem dano detectável ao nervo óptico. Monitoramento rigoroso e, conforme o risco individual, início de tratamento preventivo com colírios ou laser.
Glaucoma Secundário
Causado por outras condições: uso prolongado de corticoides, trauma ocular, uveíte, pseudoesfoliação ou neovascularização (por diabetes). Tratamento da causa base associado ao controle da PIO.
Glaucoma Congênito
Presente ao nascimento ou nos primeiros anos de vida, por malformação do sistema de drenagem. Requer diagnóstico e cirurgia precoces para preservar a visão durante o desenvolvimento visual da criança.
Diagnóstico

Como o glaucoma
é detectado

Exame padrão-ouro
OCT de Nervo Óptico

A tomografia de coerência óptica (OCT) mede com precisão micromicrométrica a espessura da camada de fibras nervosas da retina e do complexo de células ganglionares. Permite detectar o glaucoma antes que o campo visual seja afetado — quando até 30-50% das fibras já foram perdidas. Equipamento: Zeiss Cirrus HD-OCT 5000.

Exame funcional
Campimetria Computadorizada

O campo visual computadorizado (perimetria) mapeia a sensibilidade em cada ponto do campo visual, revelando os defeitos característicos do glaucoma (escotomas, degrau nasal, defeito arqueado de Bjerrum). Essencial para estadiamento e monitoramento da progressão. Equipamento: Carl Zeiss Humphrey HFA 750.

Pressão ocular
Tonometria e Paquimetria

A tonometria mede a pressão intraocular (PIO). A paquimetria corneana mede a espessura da córnea — fator essencial para interpretar corretamente os valores de PIO, evitando diagnósticos equivocados. A Curva Tensional Diária (CTD) avalia a variação da PIO ao longo do dia, identificando picos que podem não aparecer em medidas isoladas.

Estrutura do nervo
Gonioscopia e Mapeamento

A gonioscopia examina o ângulo de drenagem do olho, classificando o glaucoma como aberto ou fechado e orientando a conduta terapêutica. O mapeamento de retina e a avaliação do disco óptico (c/d ratio, hemorragias, entalhe) completam a avaliação estrutural.

Tratamento

Do colírio à cirurgia

O objetivo do tratamento é reduzir a pressão intraocular a um nível que impeça a progressão do dano ao nervo óptico. A abordagem é individualizada.

💊
Tratamento Clínico
Dr. Getúlio Cardoso · Dr. Arthur Frazão
Colírios hipotensores (análogos de prostaglandina, beta-bloqueadores, inibidores da anidrase carbônica) reduzem a produção ou aumentam a drenagem do humor aquoso. A adesão ao tratamento é fundamental — o colírio só funciona se usado corretamente todos os dias.
🔬
Laser SLT
Dr. Getúlio Cardoso · Dr. Arthur Frazão
A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) estimula a melhora da drenagem do humor aquoso sem destruir tecido. Estudos de nível A (LiGHT Trial, Lancet 2019) demonstram que é tão eficaz quanto colírios como primeiro tratamento, com menos efeitos colaterais. Equipamento: LIGHTLas SLT Split Tower.
✂️
Cirurgia do Glaucoma
Dr. Arthur Frazão
Indicada quando colírios e laser não controlam adequadamente a pressão. O arsenal cirúrgico inclui:
  • Cirurgias Minimamente Invasivas do Glaucoma (MIGS) — procedimentos com microincisões, menor risco e recuperação rápida: iStent inject, Hydrus Microstent, trabeculotomia ab interno (Goniotomia) e ciclofotocoagulação endoscópica (ECP). Frequentemente combinadas com cirurgia de catarata.
  • Trabeculectomia — cirurgia filtrante clássica; cria um canal alternativo de drenagem subconjuntival para casos moderados a avançados.
  • Implante de dispositivo de drenagem (tubo valvulado: Ahmed, Baerveldt) — indicado em casos refratários ou com alto risco de falha da trabeculectomia.
Evidência Científica

Tratamento baseado
em evidências

O protocolo de glaucoma da Oculare segue as diretrizes internacionais mais atualizadas e os estudos com maior nível de evidência disponíveis.

Laser SLT como 1ª linha — LiGHT Trial
Lancet, 2019 · King et al. · Moorfields Eye Hospital, Londres
Ensaio clínico randomizado com 718 pacientes demonstrou que o SLT como tratamento inicial resultou em controle pressórico equivalente aos colírios, com 74% dos pacientes sem necessidade de medicação após 3 anos e menor custo total de tratamento. Nível de evidência: A (nível mais alto).
OCT para detecção pré-perimétrica do glaucoma
Ophthalmology, 2010 · Mwanza et al.
O OCT da camada de fibras nervosas peripapilar detecta defeitos estruturais do glaucoma em média 5 anos antes que o campo visual mostre alterações detectáveis, permitindo intervenção antes da perda funcional significativa.
Progressão do glaucoma e redução de PIO
AGIS Study Group · American Journal of Ophthalmology, 2000
O Advanced Glaucoma Intervention Study (AGIS) demonstrou que manter a PIO abaixo de 18 mmHg em 100% das visitas preveniu completamente a progressão do campo visual em 7 anos — fundamentando a importância do controle pressórico rigoroso e contínuo.
Hipertensão ocular: quando tratar?
Ocular Hypertension Treatment Study (OHTS) · JAMA Ophthalmology, 2010
O OHTS demonstrou que reduzir 20% da PIO em pacientes com hipertensão ocular reduziu o risco de desenvolvimento de glaucoma de 9,5% para 4,4% em 5 anos. Calculadora de risco validada disponível — utilizada pela equipe da Oculare para decisão individualizada de tratamento.
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Laser SLT para Glaucoma
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Dúvidas frequentes

Perguntas sobre
glaucoma

O glaucoma tem sintomas iniciais?

Na forma mais comum (glaucoma primário de ângulo aberto), não há dor nem sintomas perceptíveis nas fases iniciais. A perda de visão começa pelas bordas do campo visual e avança silenciosamente — por isso o glaucoma é chamado de "ladrão silencioso da visão". Quando o paciente percebe a alteração, a perda já pode ser significativa e irreversível. A única forma de detectar precocemente é com exame oftalmológico regular, especialmente após os 40 anos ou com fatores de risco.

Quem trata glaucoma na Oculare Medical Center?

A equipe de especialistas em glaucoma da Oculare é formada pelo Dr. Getúlio Cardoso (tratamento clínico e a laser) e Dr. Arthur Frazão (tratamentos clínico, a laser e cirurgia do glaucoma). A clínica está localizada no Shopping Difusora, Av. Agamenon Magalhães 444, Caruaru/PE. Agendamentos: (81) 3725-2020.

O laser SLT realmente funciona para glaucoma?

Sim. A trabeculoplastia seletiva a laser (SLT) é um tratamento seguro e eficaz para reduzir a pressão intraocular no glaucoma de ângulo aberto. O estudo LiGHT Trial (Lancet, 2019), com nível de evidência A, demonstrou que o SLT como tratamento de primeira linha é tão eficaz quanto colírios e pode evitar ou retardar a necessidade de medicação — com 74% dos pacientes livres de colírio após 3 anos. Na Oculare, o SLT é realizado com equipamento LIGHTLas SLT Split Tower.

O glaucoma tem cura?

Não existe cura para o glaucoma — o dano ao nervo óptico já causado é irreversível. Porém, o tratamento adequado (colírios, laser ou cirurgia) controla a pressão intraocular e interrompe a progressão da doença, preservando a visão que o paciente ainda possui. Com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, a maioria dos pacientes mantém boa qualidade de vida e visão funcional por toda a vida.

Quais são os fatores de risco para glaucoma?

Os principais fatores de risco são: pressão intraocular elevada, histórico familiar de glaucoma (risco 4-9× maior), idade acima de 40 anos, diabetes mellitus, miopia alta (acima de -6 dioptrias), raça negra (maior incidência e gravidade) e uso prolongado de corticoides (colírios, comprimidos ou spray nasal). Pessoas com esses fatores devem realizar exame oftalmológico completo anualmente.

A cirurgia de glaucoma resolve definitivamente o problema?

A cirurgia de glaucoma (trabeculectomia ou implante de dispositivo de drenagem) é altamente eficaz para controlar a pressão intraocular e pode eliminar ou reduzir a necessidade de colírios. Porém, o glaucoma é uma doença crônica — mesmo após a cirurgia, o acompanhamento periódico com campo visual e OCT é essencial para monitorar a progressão e a saúde do nervo óptico ao longo do tempo.

Quais exames preciso fazer para saber se tenho glaucoma ou para acompanhar o tratamento?

A frequência do acompanhamento depende de cada caso — estágio da doença, fatores de risco, pressão-alvo estabelecida e resposta ao tratamento. O médico definirá junto com o paciente se as consultas serão duas vezes ao ano (casos estáveis e controlados) ou mais frequentes (casos em progressão, após mudança de medicação ou nos primeiros meses após cirurgia ou laser).

Para investigação diagnóstica ou monitoramento do glaucoma, os exames realizados de rotina na Oculare são:

  • Tonometria e Teste de Sobrecarga Hídrica (TSH) — avalia a pressão intraocular em diferentes momentos do dia após ingestão de água, revelando picos pressóricos que uma medida isolada pode não capturar.
  • Paquimetria Corneana — mede a espessura da córnea, fator essencial para interpretar corretamente os valores de pressão e calcular o risco de progressão.
  • Campimetria Computadorizada (Campo Visual) — mapeia a sensibilidade visual em toda a extensão do campo, detectando e quantificando os defeitos funcionais causados pelo glaucoma. Exame fundamental para avaliar se a doença está estável ou progressiva.
  • Retinografia — fotografia colorida do fundo de olho que documenta o aspecto do disco óptico (papila) e das fibras nervosas, permitindo comparar exames ao longo do tempo e identificar alterações estruturais.
  • OCT — Tomografia de Coerência Óptica da Papila — exame padrão-ouro para análise estrutural do glaucoma. Mede com precisão micromicrométrica a espessura da camada de fibras nervosas peripapilar e do complexo de células ganglionares, detectando perda estrutural antes mesmo de aparecer no campo visual.

Em conjunto, esses exames fornecem ao médico as informações funcionais e estruturais necessárias para avaliar se o glaucoma está controlado e se o tratamento atual é adequado — ou se é necessário ajustar medicações, indicar laser ou considerar uma abordagem cirúrgica.

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